

Cerveja Amarga (Rebeca Maia, Ipê Amarelo, 2022, 80 páginas)
“Há três anos eu não esperava que estaria aqui, neste bar, tomando cerveja sozinha enquanto observo o ambiente, as pessoas e reflito sobre tudo o que aconteceu e o que pode acontecer. Há três anos eu não me permitia experimentar sequer esse copo de cerveja amarga…” Solidão, amor, dúvida, melancolia, traumas, e uma série de experiências por vezes doces, por vezes amargas, que experimentamos ao longo da vida. Desta forma, Rebeca Maia nos traz onze belíssimos contos, a maioria d
20 de mai. de 2023


Eu, mulher
Eu, mulher Incorporo o canto de gerações na voz Que gritam, protestam E entoam toda uma ancestralidade FORTE Eu, mulher Escrevo como escravas, mães, negras, domésticas Que reivindicam o próprio corpo Que choram Não querem ser: MORTAS Eu, mulher Cuido, limpo, trabalho, organizo Corro, resgato E digo: NÃO É NÃO! Eu, mulher Tô sempre devendo uma coisa para mim mesma Tô sempre na luta, com chuva ou sol, QUE SEJA Eu, mulher Carrego um pouco de loucura, Um pouco de ternura E até me
6 de mai. de 2023


Ou...?
Miro alvo Acerto cupido Laço amor Devoro Tensiono carne Sinto êxtase Descanso corpóreo Descarrego adrenalina Durmo em plumas Acordo...
22 de abr. de 2023