Atrás da Porta
- 20 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Oito horas da noite em ponto. Toca a campainha do meu apartamento: 304. Meu coração bate acelerado. Sei que é você. Corro até a porta e vejo seu rosto pelo olho mágico. Inquieto e curioso, parece olhar para mim do lado de dentro. Recuo assustada. Uma mistura de sensações toma conta de mim no que parece ser uma eternidade, mas provavelmente é um milésimo de segundo. Ansiedade, medo, desejo, adrenalina. Tudo junto, ao mesmo tempo.
Nos conhecemos há pouco mais de um mês e tivemos dois rápidos encontros. Você precisou viajar para visitar a família e ficou algum tempo longe. Tentei contato contigo algumas vezes, mas as respostas foram monossilábicas. Fiquei frustrada. Saí com outros. Mas dentro do meu coração, um nome ecoava. O seu. E de noite perdida em sonhos, lembrava-me de cada parte de seu rosto. Até que fiquei sabendo de seu retorno e não resisti: te chamei. O que, para minha surpresa, gerou uma conversa e a marcação de um novo encontro.
A campainha toca outra vez. Não dá tempo para ficar relembrando nosso curto passado. O presente está atrás da porta e tem nome: Marcelo.


Comentários